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Por que reencarnamos?

É de grande importância que saibamos cada um de nós, por que nosso Espírito voltou para a Terra, para viver mais uma “vida” aqui. Quem veio não fomos nós e sim o nosso Espírito,

nós somos apenas o nome da “casca”. Muitas pessoas ainda apegam-se a conceitos antiquados e equivocados, relativos a castigos, penas, etc., quando, na verdade, estamos aqui porque estarmos presos, vibratoriamente, a esse Plano, ou seja, a nossa freqüência vibratória não é suficientemente elevada que nos permita acessar definitivamente Planos superiores a esse.

Para que isso aconteça, para elevarmos nossa freqüência, para que nos libertemos deste planeta e deste Plano ainda tão imperfeito, precisamos nos libertar de nossas imperfeições, de nossas impurezas e para isso estamos aqui, e vamos e voltamos, vamos e voltamos, vamos e voltamos… Que vergonha precisarmos de tantos retornos! Por que essa tarefa precisa ser realizada aqui e não lá no Plano Astral superior? Isso é fácil de entender, basta raciocinarmos que isso precisa ser feito em algum lugar onde existam estímulos para que as nossas imperfeições manifestem-se. Para os nossos tipos de defeitos, aqui é o lugar ideal, aqui estão os fatos (gatilhos) que fazem emergir as nossas inferioridades. E os fatos “negativos”, os que nós não gostamos, são os melhores para isso!

Quando estamos no Astral superior é como quando estamos em nosso Centro Espírita, parecemos todos santos, somos pacientes, carinhosos e caridosos, os nossos defeitos desaparecem, mas quando voltamos para nossa vida cotidiana, aí as nossas características negativas de personalidade voltam a manifestar-se. Podemos raciocinar do mesmo modo para entendermos por que viemos do Plano Astral para cá, de um lugar “melhor”, mais evoluído, para um lugar “pior”, menos evoluído. Quando estamos lá, devido ao estilo de vida vigente, baseado na igualdade e na fraternidade, nós parecemos santos, pois os nossos defeitos não aparecem, permanecem latentes, mas quando estamos aqui, aí sim, pelas condições sócio-culturais vigentes, eles vêm à tona e nós nos confrontamos com o que precisamos curar.

Então, é fácil perceber que viemos para um Plano rebaixado para que as nossas inferioridades venham à tona e possamos nos purificar delas. E o principal trabalho é, então, saber exatamente o que precisamos curar em nosso Espírito, as nossas imperfeições, e detectarmos quando elas se manifestam. Mas aí surge um problema, que já comentei antes: a maioria de nós acredita que tem razões suficientes para sentir ou manifestar as suas negatividades. Quem tem raiva de alguém, acredita que tem razão de ter essa raiva, quem sente mágoa e ressentimento, acredita que são plenamente justificados esses sentimentos, quem é medroso, acredita realmente na força do seu medo, quem é tímido, acredita plenamente em sua incapacidade de manifestar-se, quem é orgulhoso, vaidoso, egocêntrico, acredita realmente em sua superioridade, quem é materialista, acredita firmemente no valor das coisas materiais, e assim por diante.

O maior obstáculo à evolução é que o Espírito encarnado sempre acredita que tem razão em seus raciocínios!

A função do reino vegetal, em nosso planeta, é de transformar as negatividades da atmosfera nas positividades que precisamos, e elas são, principalmente, os pensamentos e sentimentos negativos emanados de nós mesmos, além das nossas ações no passar dos séculos. Tudo tem uma função na natureza e a das plantas é a de purificação do planeta, e como exemplo, temos a captação do gás carbônico, que nos é tóxico, e a sua transformação em oxigênio, a base e sustentação da nossa vida na matéria. Com a genialidade de Edward Bach, um famoso médico inglês, no início do século passado, iniciou-se um tipo de terapia, energética, baseada na pesquisa e utilização do poder curativo das flores, no que elas podem auxiliar o ser humano a transformar seus pensamentos e sentimentos, enfim, a sua personalidade. A Terapia Floral é um auxiliar do ser humano, mas que auxiliar! Por sua atuação a nível energético, dirigida aos pensamentos e sentimentos das pessoas é, na minha opinião, a melhor ajuda medicamentosa, via oral, que conheço. Tudo que uma pessoa precise melhorar em suas características de personalidade, pode ser encontrado nas mais de 4.000 essências florais utilizadas em nosso planeta, em cerca de 40 Sistemas, em inúmeros países. Muitos médicos, psiquiatras, psicólogos e psicoterapeutas em geral, oficiais e “alternativos”, estão utilizando a Terapia Floral e os resultados, muitas vezes associando-se à Alopatia, são sensacionais. Não que as essências florais curem a doença, em seus aspectos mentais, emocionais e físicos, mas mostram o Caminho e ajudam os doentes a seguir por ele, com vontade, confiança e fé.

Passados 60 anos, grande numero de terapeutas está utilizando as essências florais em seus pacientes, muitas vezes associadas também a outros métodos terapêuticos, com os medicamentos alopáticos, com os homeopáticos, com a Acupuntura, o Reiki, etc.

O antídoto da raiva é o amor, o da mágoa é a compreensão, o do medo é a coragem, o da timidez é a espontaneidade, o do orgulho é a humildade, o do materialismo é o entendimento da reencarnação. Mas o que possibilita que as pessoas curem essas crenças negativas é a conscientização de que já vieram para esse Plano terreno com essas características de personalidade em seu Espírito e que aqui, no confronto com certas situações específicas de sua vida, desde a infância, elas vieram à tona. Cada um de nós manifesta aqui o que já trouxe consigo de suas encarnações passadas, positiva e negativamente. Tudo é uma continuação, nós somos o que somos, e aí revelamos nosso grau espiritual.

O que é inferior em nós veio para ser eliminado aqui na Terra, perto do reino vegetal. No Plano Astral superior não havia estímulos específicos para fazerem aflorar a nossa raiva, a nossa vaidade, a nossa mágoa, a nossa tristeza, o nosso medo, a nossa timidez, mas aqui elas fatalmente aparecem, e aí podemos, potencialmente, nos libertar delas. Mas, geralmente, ao invés de termos bem claro que são características negativas nossas, congênitas, que nosso Espírito veio curar, passamos a lidar com elas como se fossem da nossa “casca”, como se tivessem surgido aqui! E pior, culpando outras pessoas (geralmente pai e mãe) e fatos “negativos” da vida por seu surgimento, o que é, infelizmente, incentivado pela Psicologia tradicional, que afirma que nós começamos nossa vida na infância, que aí formamos nossa personalidade e, então, se temos características negativas, algo ou alguém nos fez alguma coisa que gerou isso, ou seja, a psicoterapia tradicional, comumente, é baseada no binômio vítima-vilão, o que reforça o erro.

A Psicologia tradicional diz que nós começamos nessa vida, isso quer dizer que nascemos puros, éramos Espíritos perfeitos, e vai procurar, então, lá no “início”, quem ou o quê nos estragou… Ela parte de uma base equivocada, que é um início que não é início, pois não começamos nossa vida na infância, nós somos um Espírito e estamos continuando nela uma jornada iniciada há muitíssimo tempo, tanto tempo que nosso Inconsciente até adentra o reino animal, o vegetal e o mineral! No dia em que a Psicologia incorporar a reencarnação, ela começará realmente a entender o ser humano, e descobrirá que a infância é uma continuação e não um começo.

Para que possamos saber por que nosso Espírito reencarnou, precisamos assumir os nossos defeitos (imperfeições) e aceitá-los como nossos, correlacionando os fatos “negativos” que acontecem em nossa vida, da infância até hoje, com a maneira negativa que nós sentimos e reagimos a eles. Aí encontraremos o que viemos aqui fazer, curar em nosso Espírito, pois os fatos são os fatos, mas pelo que fazem emergir de imperfeito em nós, revelam a finalidade de estarmos novamente aqui, a finalidade da nossa atual encarnação.

Se os fatos nos provocam mágoa e ressentimento, eles estão mostrando que viemos curar mágoa e ressentimento; se provocam raiva e agressividade, nos mostram que viemos curar raiva e agressividade; se provocam medo ou retraimento ou sensação de incapacidade, ou qualquer outro sintoma negativo, aí está o motivo da encarnação. Uma pessoa muito materialista, apegada ao dinheiro e aos bens materiais, revela que seu Espírito reencarnou para curar essa postura fútil e superficial e aprofundar-se nos verdadeiros valores do amor e da caridade. O distraído, aéreo, veio para curar esse tipo de fuga, para aterrar-se. E é assim com qualquer característica negativa nossa, desde as mais graves até as mais “inofensivas”.

Podemos afirmar que o que mais importa em uma encarnação é a maneira equivocada com que reagimos aos fatos, e se essa maneira repete-se, aí está, sem dúvida, o que veio ser curado. Muitos de nós, antes de reencarnar, no Astral superior, preparam a atual encarnação, nos grupos de estudo e nas conversas com os Orientadores, e lá sabemos exatamente o que viremos tentar curar nessa passagem. Nós sabemos quem serão nossos pais, se viremos em uma família rica ou pobre, se viremos numa “casca” branca ou negra, etc., etc., e então é perda de tempo ficarmos brigando com os fatos “negativos” da nossa infância, com características desagradáveis de personalidade de nosso pai ou nossa mãe, como se não soubéssemos o que encontraríamos aqui! E por mais negativos que pareçam os fatos da nossa infância, tudo está, potencialmente a nosso favor, pois visa o nosso progresso, a nossa cura e a nossa purificação ao nos mostrarem nossos defeitos. Mas raras pessoas atingem os seus objetivos pré-reencarnatórios, porque não entendem realmente o que é reencarnação; mesmo grande parte dos reencarnacionistas.

E o que devemos curar em nós? Todos os tipos de comportamento, de raciocínio, de características de personalidade, que nos diferenciam dos nossos irmãos mais evoluídos do Plano Astral, dos Mestres, dos Orientadores. Eles estão lá em cima, num lugar de freqüência vibratória mais elevada, o que nós temos e eles não têm mais, são as impurezas e as imperfeições, das quais viemos nos libertar. O nosso caminho ruma para a perfeição e eles nos sinalizam o rumo, mas para isso é preciso que não culpemos nada e ninguém e entendamos que as nossas imperfeições são coisas nossas. Aspectos negativos que nos acompanham há muito tempo, há muitas encarnações, e se isso acontece, é porque não temos realmente aproveitado nossas encarnações para nos libertarmos deles, nos curarmos, nos purificarmos.

O ser humano tem sido incompetente na sua evolução espiritual, pois geralmente lida melhor com o que é terreno, o material. A regra de ouro é: ante um fato desagradável, fique bem atento ao que emerge de negativo de dentro de si, aí está a imperfeição que veio ser eliminada! Se acreditar que tem razão para sentir essa imperfeição, entenda que esse raciocínio está vindo do seu Eu Inferior, uma fonte nada confiável… Nosso “Eu inferior” sempre acha que tem razão para sentir e manifestar raiva, mágoa, tristeza, medo, etc., enquanto que, lá de cima, nosso “Eu Superior” fica “torcendo” para que, ante as situações que fazem essas imperfeições aparecerem, nós aproveitemos para nos curarmos delas, entendendo que essas situações aparentemente negativas são potencialmente positivas para a nossa evolução espiritual (purificação).