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Reconciliação... Hoje, 18 de março de 2017 as 16:22, tarde de um sábado tranquilo em pleno recolhimento no aconchego de meu quarto, estudando o módulo – 7 do Curso de Psicoterapia Reencarnacionista – o Tema do estudo dessa Tarde foi Psicoterapia Reencarnacionista para Crianças. Ao percorrer as linhas digitalizadas, fui tomado de uma paz interior imensa, e nesse momento, sinto e vejo a aproximação de uma entidade que nesta minha encarnação foi meu Pai. Cai em prantos de alegrias e de recordações que me descortinou o proposito dessa minha passagem atual. Retrocedendo no tempo para uma melhor compreensão, passo a narrar a minha história de vida dessa encarnação... somos uma família composto de 4(quatro filhos), sendo 03(três) homens e uma mulher, minha mãe se casou aos 17 anos na década de 60, foi um casamento forçado devido a gravidez indesejável e que ela manteve escondida até o casamento. Nasci “pré-maturo” com cinco meses, quase morri, devido a complicações no parto e na minha pequena cidade, interior de Mato Grosso, não havia hospital e o parto foi realizado por uma parteira local. Depois vieram meus outros irmãos, minha mãe, mulher de fibra, portadora de um amor incondicional por seus filhos, sempre esteve e está ainda hoje por perto, nos ofertando seu colo e amor em todos os momentos de nossas vidas! O mesmo não posso dizer do meu pai, que era militar, não se apegava aos filhos e muito menos a esposa. Fomos crescendo diante das dificuldades que as provações nos presenteávamos, seja, com a falta de recursos materiais, a indiferença de alguns familiares em relação ao casamento de nossa mãe. Nossa mãe se desdobrava nos trabalhos para nos manter e pagar o aluguel de nossa casa, como professora, passava por grandes dificuldades financeiras, uma vez que o salário atrasava, chegava a ficar seis meses sem receber, mas, mesmo diante de tantas dificuldades, ela dava um jeito, faziam tripla jornada, dando aulas em um período, lavando roupas e fazendo doces em outro período para termos o mínimo necessário para nos manter..., meu pai se ausentava de casa por meses e quando voltava, ela aceitava sem reclamação, o tempo foi passando e chegou um dia que nosso pai retornava para casa, não foi mais aceito. Acabava ali um casamento que na verdade nunca existia! Como primogênito da família, assumi uma responsabilidade muito cedo de ajudar a nossa mãe a criar meus irmãos, estudava de manhã, fazia datilografia a tarde e aos 12 anos, saia de casa para vender os doces e hortaliças para ajudar nas finanças. Aos 14 anos, comecei a trabalhar um período e estudava em outro e assim, fomos crescendo com o amor de nossa mãe! Nosso pai aparecia de vez em quando para nos visitar, ele era muito apegado a nossa irmã, quanto a mim o tratava com indiferença, não conseguia ter um carinho, um gesto de amor para com ele, mesmo com as suas tentativas de aproximação. Ao completar 18 anos, já havia terminado o ensino médio e consegui ser aprovado num concurso para o Banco e comecei a trabalhar e ajudar cada vez mais a minha família. Fiz o casamento de minha irmã, mas, não permitindo a participação de nosso pai, lembro-me do dia do casamento, na entrada da igreja, quando a marcha nupcial começou, estava eu sentado bem ao fundo da igreja e vendo minha irmã entrar na igreja com meu tio e quando olho para o fundo vejo nosso pai de terno, em prantos, pois o sonho dele era conduzir nossa irmã ao altar e esse desejo lhe foi negado. Fui um jovem proativo na comunidade, participava do encontro de jovens de minha paróquia, e num desses encontros que ocorreu em uma cidade vizinha no mês de março de 1986, senti uma necessidade de encontrar nosso pai de correr para ele, abraça-lo e dizer que o amava e o aceitava como ele era.... Mas, quis o destino fosse ao contrário, ao chegar em nossa cidade, fui comunicado pela pastoral de que meu pai estava muito mal no hospital, havia sido atingido em uma diligencia... ao caminho do salão paroquial, fui comunicado de que ele estava morto... naquele momento, senti o mundo desabar sobre mim, entrei em desespero, e ao chegar onde o corpo estava sendo velado, debrucei por sobre a urna e num desespero, gritava, sacudia a urna, pedindo para que ele se levantasse e me ouvisse, queria lhe dizer que o amava, que sentia sua falta, queria pedir lhe perdão! Mas, enfim, tarde demais..., ele havia partido! Carreguei essa culpa por 31 anos, até na data de hoje, quando comecei os estudos do módulo 07 e quando fui tomado por uma paz e a aproximação de meu pai, com um sorriso grandioso e me dizia que estava tudo bem! Fui perdoado e também o perdoei... tive a oportunidade de ver várias passagens de outras encarnações, nas quais invertiam os papeis, ora, era filho, ora era pai, e as várias nuances do pretérito. Senti a necessidade de relatar essa dádiva concedida pela Divina Presença, a qual chamamos de Deus! Minha imensa gratidão por estar fazendo o Curso de Psicoterapia Reencarnacionista, e, pela oportunidade de aprendizado do ser. Gratidão a pessoa do Mauro, que com a espiração do Mundo Maior, ter criado essa grande Escola que é a Psicoterapia Reencarnacionista – ABPR. Um carinho especial ao nosso ministrante do Curso – Marcio Higa e aos demais irmãos de curso, minha eterna gratidão! Abraços Fraternos, De seu irmão em Cristo, Hector Rocha

Cristo, Hector Rocha Curso de Psicoterapia Reencarnacionista Turma de Marcio Higa