Quando algumas pessoas perguntam se a Investigação do Inconsciente é perigosa, se a pessoa pode ficar lá na vida passada que acessou, se tem riscos, nós respondemos que sim, e isso pode parecer paradoxal dito por profissionais que trabalham com a Psicoterapia Reencarnacionista, na qual uma das principais ferramentas é justamente a Investigação. É que “ficar lá” significa “ficar sintonizado lá”. Alguns terapeutas mal preparados, imediatistas ou mal-intencionados, acham que Investigação do Inconsciente é só a pessoa deitar, relaxar, e começar a recordar vidas passadas, como se fosse um turismo por vidas passadas. Recordar é uma coisa, uma Terapia realizada na Memória é outra. Se o processo não for bem conduzido, o prejuízo pode ser enorme, para a pessoa e para o terapeuta, principalmente do ponto de vista cármico.

Os riscos da Investigação podem ser classificados em 5 grupos:

  1. Riscos do ponto de vista físico: Nesse grupo enquadram-se as pessoas com problemas cardíacos, que já apresentaram quadro (s) de enfarte do miocárdio, já apresentaram algum acidente vascular cerebral (hemorrágico ou isquêmico) e/ou sofrem de hipertensão arterial sem controle médico. Nas pessoas muito idosas deve-se avaliar a equação risco/benefício para a realização de Investigações do Inconsciente. Nas gestantes, idem (se for necessário, pode-se utilizar a IINP). Para minimizar ao máximo o risco físico, entregamos para a pessoa, em sua 1ª consulta, a Ficha de Identificação/Doenças/Tratamentos onde eles constam. Se necessário, caso haja algum impedimento à realização da Investigação, podemos utilizar a IINP presencial.
  1. Riscos do ponto de vista psicológico: São os casos das Investigações dirigidas pelo terapeuta em que a pessoa corre o risco de acessar informações que não deveria acessar, que seus Mentores Espirituais não gostariam que acessasse, mas, pelo seu estrito respeito ao Livre Arbítrio, permitem que seja acessado. Por exemplo: um pai, preocupado com o fato de um de seus filhos parecer odiá-lo, procura um terapeuta que comanda a Terapia, que atende os desejos e os anseios das pessoas, e ele é incentivado a encontrar, em outra encarnação, um fato que explique isso. O pai pode encontrar uma situação em que matou seu filho ou seu filho era uma mulher e foi por ele estuprada, etc. Imaginem como fica esse pai? Ou, o oposto, o filho procura um terapeuta que trabalha dessa maneira, sem respeitar a Lei do Esquecimento, e encontra em seu passado uma dessas situações. Como fica a sua mágoa, a sua raiva, em relação ao seu pai? Isso é um grande malefício do ponto de vista psicológico e um grave equívoco do ponto de vista ético. Uma parcela dos terapeutas no Brasil, e no mundo, trabalha assim.
  1. Riscos do ponto de vista terapêutico – Os riscos aí são muito grandes pois “Onde termina a Investigação, fica a sintonia”. A pessoa acessa uma encarnação passada, está recordando uma situação traumática e vai para outra encarnação, se o terapeuta permite isso, ela fica sintonizada lá naquela situação anterior, ela “fica lá”. Ou a pessoa recorda a sua morte e, nesse momento, vai para outra encarnação ou o terapeuta termina aí a Investigação, com isso a pessoa fica sintonizada naquela situação de morte. Ou a pessoa recorda uma vida passada, a sua morte lá, está indo em Espírito para um escuro, para o Umbral, e o terapeuta não percebe e encerra a Investigação, deixando a pessoa lá sintonizada. Outro risco é, ao final da Investigação, a pessoa referir cansaço, dor de cabeça, frio, tristeza, etc., e o terapeuta interpretar isso como “catarse” ou “limpeza” e a pessoa está indo para outra vida passada onde estava sentindo-se assim, e ficar, então, lá sintonizada. A Investigação só deve terminar quando a pessoa recordou a vida passada em que estava, recordou o seu desencarne, ou já estava desencarnada, a subida para o Mundo Espiritual, a sua estadia lá até que tenham desaparecido todas as ressonâncias que levou consigo, sejam “físicas”, sejam psicológicas, e esteja sentindo-se ótima. Em uma pequena parcela de casos não houve um Ponto Ótimo no período inter-vidas que a pessoa está recordando, mas nós sempre incentivamos a sua recordação chegar a ele; evidentemente, se percebermos que não houve um Ponto Ótimo, não inventamos ou pedimos para a pessoa criar um Ponto Ótimo, pois de nada adiantaria (tudo isso os alunos irão aprender durante o Curso).
  1. Riscos do ponto de vista cármico: Nesse grupo enquadram-se as Investigações em que o terapeuta acredita que recordar algo, entender um conflito pessoal, uma relação conflitada com outra pessoa, etc., será importante para o processo terapêutico, e é uma grave infração à Lei do Esquecimento, que a pessoa não deveria saber, ou pelo menos, ainda não era hora disso acontecer, não era o desejo do Mentor Espiritual da pessoa. Isso trará prejuízos para a pessoa e para o próprio terapeuta, e esse irá responder por isso mais tarde perante a sua própria Consciência. Uma parcela dos terapeutas de regressão no Brasil são espíritas, mas alguns infringem essa Lei. Outro risco desse proceder é a pessoa “reconhecer” alguém e estar enganada, ou seja, acreditar que quem lhe matou naquela vida é seu pai atual e não foi, que quem lhe estuprou lá é seu ex-marido e não foi, etc. Os Mentores Espirituais da pessoa permitem isso, baseado na Lei do Livre-Arbítrio, a pessoa e o terapeuta têm o direito de abrir o passado, acessar qualquer vida, identificar pessoas lá, mas todas essas infrações ficam registradas no nosso Livro Kármico e terão de ser enfrentadas mais tarde, nessa vida mesmo, quando chegarmos ao Mundo Espiritual, e nos chamarem para uma reuniãozinha ou nas próximas encarnações.
  1. Riscos do ponto de vista espiritual: As Investigações devem, obrigatoriamente, terminar apenas quando a recordação já alcançou o Ponto Ótimo para evitar que um ou mais Espíritos do passado possam vir, através da brecha aberta, e passar a obsediar a pessoa ou o terapeuta. Pode ser um inimigo do passado, pode ser um companheiro, etc., mas também pode ser o próprio personagem daquela vida passada que vem para o momento atual (auto-obsessão) e fica junto ao personagem atual. Para evitar esse risco, a recordação não deve terminar quando ainda estava na vida passada ou no pós-vida vendo uma luz ou sentindo um alívio, muito menos quando recorda que morreu e foi para um lugar escuro, ou está flutuando no Astral intermediário, também não quando recém recordou que chegou ao Mundo Espiritual, foi para um hospital ou está em um jardim ou está vendo pessoas, mas ainda sente o que sentia (sentimentos, dores, etc.). Esse assunto é muito sério e a recomendação do Mundo Espiritual quanto a esse cuidado foi feita com extrema severidade, para que seja respeitado!

Na 1ª consulta em um Tratamento com a Psicoterapia Reencarnacionista, a pessoa recebe uma Ficha de Identificação/Doenças/Tratamentos realizados, onde consta, ao seu início, as contraindicações à realização de Investigação do Inconsciente. No caso da pessoa enquadrar-se em um ou mais desses critérios, é sugerido a realização do Tratamento com a Psicoterapia Reencarnacionista (conversas de 1 hora semanais, a cada 10 ou 15 dias, durante vários meses ou alguns anos) e a utilização da Investigação do Inconsciente não-Pessoal (IINP) em que outra pessoa deita e, se for autorizado pelos Mentores Espirituais, acessa o seu passado, recorda-o e é promovido o desligamento das vidas passadas acessadas, no Ponto Ótimo, com a presença da pessoa na sala, sentada, escutando, aprendendo com suas vidas passadas, recebendo as lições a elas pertinentes e/ou entendendo de onde vinha seus medos, fobias, pânico, depressão, tristezas e dores. Quem realizará esse trabalho pode ser indicado pela pessoa em Tratamento ou alguém de nossa Escola.